Bem Vind@! 🌱

"Fui para o bosque porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que ela tinha a ensinar-me, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida, sendo a vida tão maravilhosa, nem desejava praticar a resignação, a menos que fosse de todo necessária. Queria viver em profundidade e sugar todo o tutano da vida." Henry David Thoreau, Walden.

Foi com estas palavras que Thoreau justificou sua fuga para longe da civilização e em busca da autossuficiência ética junto à natureza. É neste sentido também que surge a ideia dos Jardins Digitais, espaços contrapostos às redes sociais e às plataformas que extensamente sugam o tutano de nossa vida para gerar dados e, principalmente, lucro. Em resposta às plataformas que jogam nossas vidas, relações pessoais, sentimentos e visões de mundo em um loop agressivo e acelerado que busca explorar nossas vulnerabilidades para nos tornar viciados em gerar conteúdo, cliques e dados, os Jardins Digitais oferecem locais de pausa e reflexão, de independência e de autonomia.

A proposta deste Jardim é pessoal. Meu jardim para jogar pensamentos, links e inspirações sobre os mais diversos temas que vierem à cabeça, composto por sementes, ideias já germinadas, rizomas longos, complexos e confusos e talvez quem sabe uma árvore ou outra.

Este jardim é sobretudo uma coletânea dos meus registros de leituras e pensamentos.

“Estes últimos registros costumam, na tradição acadêmica, ser dispensados ou arquivados após a sua conversão em texto, seja livro ou artigo. Tradição que privilegia levar ao público, e consequentemente ao debate, à reflexão e ao conhecimento coletivos, apenas os chamados resultados da atividade de pesquisa. Nas palavras de Bruno Latour e Michel Callon (1991), uma tradição que privilegia a ciência feita, acabada, e não a ciência se fazendo. Esses instrumentos com os quais fazemos ciência e produzimos conhecimento – notas, inscrições, testes etc. – são usualmente deixados nos bastidores e entregues a uma visibilidade limitada a circuitos restritos. A publicação exclusiva da ciência já feita é também a ocultação relativa do modo como se faz ciência. O argumento, certamente, pode ser estendido para toda pesquisa e produção de conhecimento. Fernanda Bruno - Máquinas de ver, modos de ser (pp. 11-12).

☕️

Este Jardim Digital tem como objetivo criar uma topografia de meus interesses e inspirações. Este mapa neural (um pouco caótico assim como minha cabeça) gera uma representação gráfica automática sobre as ligações entre diferentes temas e assuntos tratados neste jardim. Fique a vontade para se perder.

A Declaration of the Independence of Cyberspace -...Abeba BirhaneAimé Césaire - Discurso sobre o ColonialismoBig TechBolo Chiffon de LimãoColonialismDonna HarawayEssential Platforms - Nikolas GuggenbergerMáquinas de ver, modos de serFrantz FanonBlockchain Energy ConsumptionHypernudge Big Data as a Mode of Regulation by...Juan Ortiz FreulerLaw and Borders - The Rise of Law in CyberspaceO povo Maori e o Colonialismo de DadosMichel FoucaultNodes and Gravity in Virtual Space - Andrew MurrayNudge improving decisions about health, wealth,...Nudge and Manipulation of Choice - Hansen and...O Slave Ship como paradigma de análise dos...Paul GilroyRaça e TecnologiaRegulating Digital TechnologiesRegulação da IA na União EuropeiaRenata AvilaSimone Browne - Dark MattersSorvete de caramelo salgado com caféSyed Mustafa AliThe Surveillant AssemblageUlises Mejias e Nick CouldryUnderstanding regulationWhat larry doesn’t get code, law and liberty in...Attack of the 50 Foot BlockchainBlockchainCode 2.0Criatividade CombinacionalProteção de dadosReceitasVigilância